O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 01/05/2023
Promulgada em 1988, a Constituição brasileira foi escrita com o objetivo de encerrar um ciclo autoritário e iniciar uma era de liberdade e cidadania no Brasil. Contudo, ainda é presente na sociedade brasileira o abuso de poder e autoridade por parte de indivíduos, fruto de uma cidadania inacabada e da ignorância de seus direitos por parte da população. Nessa situação, é míster que se tome as medidas cabíveis para que se estanque este mal que corrompe a cidadania no país.
Apesar de ser hoje uma democracia, o República Federativa do Brasil herdou uma História violenta e opressiva em que determinados grupos possuíam a mentalidade que teriam a anistia da lei ou penalidades mais brandas, independentemente do crime cometido, apenas por terem determinado cargo, raça, gênero, etc. Tal pensamento gerou uma distorção presente até hoje na sociedade, o qual pode ser visto em ditos populares como “você sabe com que está falando?” e na possibilidade de um regime cacerário melhor para possuidores de ensino superior apenas por terem tal nível de instrução.
Além disso, o abuso de autoridade é consequência de um ensino conteudista que não ensina os direitos básicos de cada cidadão os jovens em idade escolar, o que leva à uma ignorância coletiva e generalizada, por parte da população brasileira, de seus direitos e a como agir caso sofra algum abuso de autoridade. Segundo o educador Paulo Freire, “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor”, nesse sentido, a educação brasilera, em seu modelo atual, faz com que os jovens sonhem em ser parte do grupo juridicamente privilegiado ao invés de garantir a liberdade e cidadania para todos.
Nesse contexto, é basilar que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania e Direitos Humanos, promova ciclos de palestras cujos temas estarão ligados aos direitos básicos da população bem como uma Introdução ao Direto, sendo o objetivo das palestras formar uma geração mais consciente de seus direitos para que não cause ou sofra qualquer abuso de autoridade. Somente assim poderemos curar as feridas autoritárias do Brasil assim como evitar que esta chaga aflija novamente a sociedade brasileira.