O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Com o final da Guerra Fria diversos artefatos resultantes de pesquisas militares foram convertidos em bens de consumo para a população, entre eles a internet, importante meio de divulgação de conhecimento. Entretanto, no que tange à realidade brasileira, a falta de acesso à internet acaba prejudicando aspectos da educação e da economia e, em decorrência disso, medidas fazem-se necessárias para mudar essa realidade.

Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é aquilo que  a educação faz dele. O acesso a rede, importante meio de democratização e divulgação de conhecimento, colabora com a formação educacional do indivíduo, uma vez que democratiza e divulga o conhecimento. No entanto, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, 3,9 milhões de pessoas entre 9 e 17 anos não possuem acesso à internet, o que, expressamente, dificulta o acesso ao conhecimento e a concretização da máxima kantiana.

Outrossim, a exclusão do acesso de uma parcela da população no tocante à rede, visto que a internet tornou-se uma importante ferramenta no aperfeiçoamento para o mercado de trabalho, é outro fator prejudicial. A inclusão no acesso possibilita a oportunidade da realização de cursos online de aprimoramento visando o ingresso no mercado de trabalho. Contudo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 30% da população brasileira não possui contato com a internet, assim sendo há uma evidente prejudicialidade não só ao indivíduo, mas a economia do país.

Diante do exposto, torna-se evidente a necessidade de medidas para mitigar a problemática. Logo, cabe ao governo, em parceria com o setor privado de internet, prover o acesso à rede por meio de locais públicos, tais como bibliotecas, museus e pinacotecas, disponibilizando computadores e rede Wi-Fi de acesso gratuito para a população que não possui acesso. Dessa maneira, obter-se à a formação educacional sólida do homem e a oportunidade de especialização para o mercado de trabalho.