O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/04/2020

No início de 2020, uma pandemia assolou o mundo, causada pelo vírus COVID-19, o qual é transmitido por meio de vias orais. No intuito de minimizar o contágio da doença, muitos países instituíram o isolamento social, determinando, assim, que escolas e universidades continuassem seus cursos por aulas on-line. Tal medida, entretanto, acentuou os debates acerca da inclusão digital no país e, por isso, faz-se necessário discutir os aspectos econômicos e sociais da questão, a fim de atenuá-la.

Diante desse cenário, é importante ressaltar os desafios enfrentados na esfera econômica quanto ao acesso digital no Brasil. Grande parte da população não consegue arcar com os custos de aparelhos eletrônicos, além de que há muitos locais que ainda não possuem cobertura móvel, dificultando a inclusão de determinados grupos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos, 43% das escolas rurais não têm internet por falta de estrutura na região, o que revela a carência de tal recurso em muitos locais, agravando a problemática.

Ainda convém lembrar os problemas sociais a que são submetidos grupos sem acesso às mídias digitais, como a desigualdade e a exclusão. Sem as tecnologias, muitas pessoas perdem oportunidades de emprego e educação, saindo em extrema desvantagem quando comparados a grupos de outros locais. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento acerca do mundo. Sendo assim, a falta de equidade de obtenção de informações torna-se prejudicial para quem não as possui, intensificando o entrave.

É perceptível, portanto, que a questão da inclusão social é um obstáculo ao desenvolvimento do país, ao passo que prejudica grande parcela da população. Por isso, é imprescindível que o Governo, visando minimizar o problema, aumente a área de cobertura nacional, de forma que os grupos possam ter amplo acesso à internet, tendo, assim, condições adequadas de estudo e trabalho. Ademais, é necessário que o Governo subsidie custos de implantação de cabos e manutenção de redes, com o intuito de reduzir o preço final para o consumidor, por meio de parcerias com grandes operadoras brasileiras, como a Tim, Oi, Vivo e Claro, para que as condições financeiras não sejam barreiras para o alcance do direito constitucional à informação. Dessa maneira, será possível atenuar a questão, para que, em tempos de necessidade, como no isolamento causado pelo vírus, o país possa contar com o emprego das tecnologias sem prejudicar estudantes e trabalhadores.