O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Exclusão é o ato de privar ou excluir indivíduos de determinadas funções, manifestando-se em inúmeros contextos. Uma vez que 63,4 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet, cria-se um novo indicador de exclusão social. Em contrapartida, o artigo 5 da Constituição Federal de 1984 afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, portanto, faz-se necessário avaliar os fatores que favorecem tamanha contradição e de acordo com o escritor José Saramago é necessário sair da ilha, para vê-la.

Segundo Steve Jobs um dos fundadores da Apple, empresa esta vanguardista na criação de computadores pessoais e dispositivos móveis, a tecnologia move o mundo. Ademais, sua afirmação se faz cada vez mais presente no hodierno à medida que relações sociais se modificam em função das novas plataformas digitais, modernizando sistema da educação com as modalidades de educação à distância (EAD), da saúde com aplicativos como o Coronavírus disponibilizado pelo Sistema único de saúde (SUS), dentre outros.

Ainda que as inovações tecnológicas estejam movendo o mundo, não são todos que conseguem acompanhar tal movimento, visto que, é perceptível no Brasil enormes lacunas quanto ao acesso à internet. Conforme os dados estatísticos presentes no site mundoeducacao.bol.uol, 42% das residências brasileiras não possuem computador, seja por questões financeiras ou culturais. Por exemplo, famílias que necessitam de ajuda do governo para complementar a renda familiar, não possuem condições econômicas favoráveis para obter objetos tecnológicos pessoais, não só isso, mas também,  em cidades interioranas onde a população é majoritariamente idosa, não se há costume de se obter um dispositivo tecnológico pessoal.

Tendo em vista, que o mundo está passando por enormes transformações em torno da tecnologia atingindo até mesmo os principais pilares sociais como segurança, saúde e educação, e também que, há indivíduos que não são capazes de se incluírem em determinadas mudanças é imprescindível a intervenção do Estado para a inclusão destes indivíduos de forma efetiva.

Por conseguinte, cabe à República Federativa do Brasil, responsável por manter a ordem e o bem social, estabelecer campanhas em locais públicos para ministrar instruções de como utilizar os equipamentos tecnológicos. E também, disponibilizar para as famílias inscritas no Cadastro Único dispositivos para que essas possam ter a oportunidade de se sentirem inclusas no sistema, da mesma forma que foram disponibilizadas conversores digitais e antenas para o uso do sinal digital que substituiu o sinal analógico de televisores.