O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2020
Consoante ao pensamento de Steve Jobs, que foi um importante inventor, empresário e revolucionário no setor da informática, “A tecnologia move o mundo”. Nesse sentido, é coerente dizer que o advento dessa ciência gerou impacto global afetando diferentes esferas, como a economia, política, educação e sociedade em si. Infelizmente, o acesso à internet no Brasil não é homogêneo entre as classes sociais e resulta em maior desigualdade no setor educacional e enorme falta de informações essenciais ao cotidiano.
A priori, vale ressaltar que a internet possibilitou o surgimento do ensino a distância (EAD). Lamentavelmente, essa forma de educação no setor público resulta na exclusão de grande parte dos estudantes, considerando que nem todos possuem acesso a essa tecnologia e autonomia para usá-la. Para ilustrar, em 2020 ocorreu a pandemia de coronavírus e os governos estaduais e municipais optaram pelo EAD nas escolas, sem considerar que 40% das casas não têm computador e que os centros de ensino não tem a infraestrutura adequada e professores com a formação necessária para o uso das plataformas, segundo reportagem publicada pelo Mundo Educação.
Ademais, é importante discorrer que em meio a Revolução Tecnológica atual, o conteúdo informacional chega rapidamente aos usuários da internet. Todavia, 30% da população brasileira incluindo metade da população rural, segue sem acesso à essa tecnologia, como aponta reportagem publicada pelo G1. Por conseguinte, essa parte da sociedade não recebe informações de suma importância sobre o Brasil e o mundo, que são publicadas nas redes sociais, por exemplo. Em outras palavras, as camadas mais pobres da população não possuem condição financeira suficiente para comprar celulares e computadores e nem pagar mensalmente planos de internet, ficando alheias a acontecimentos atuais relevantes, como medidas profiláticas ao Covid-19 e outras doenças.
Em face disso, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação na formação técnica dos professores (principalmente da rede pública), acerca da necessidade dos profissionais adquirirem formação tecnológica para uso de plataformas do EAD, por intermédio de cursos gratuitos ministrados nas escolas que garantam a especialidade básica dessa ciência. Somado a isso, cabe aos governos estaduais, junto às prefeituras, garantir redes sem fio de qualidade nas áreas rurais e locais públicos, além de oferecer empréstimos de computadores as pessoas residentes desses locais, incluindo estudantes, a fim de levar conteúdo informacional e possibilitar acesso às plataformas de ensino a distância.