O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Por volta da década de 90, a internet chegou ao Brasil, e apesar de estar em vigor pelos últimos 30 anos, grande parte da população nacional ainda não possui acesso a esse meio de pesquisa e comunicação. A disponibilidade desse recurso é um problema no contexto atual do país, pois pela irregular distribuição gera desigualdade e exclusão, como também, há uma falta de preparo dos cidadãos para usar a rede virtual, permitindo-se serem manipulados pelos dados da rede.

Em princípio, convém ressaltar que não há democratização do acesso a internet. Esse fato permite a ocorrência de disparidades entre os indivíduos, especialmente os estudantes, os quais utilizam o mundo virtual, caso possuam, para ampliar conhecimentos e formas de estudo. Sob a perspectiva do Pluralismo de  filósofa Hanna Arendt, a igualdade visa a inclusão, logo, se todos possuem acesso igual à internet haverá a diminuição da exclusão por falta de informações ou inovações. Porém a falta dessa igualdade aumenta as diferenças sociais e educacionais, por exemplo, o uso de EAD no período da quarentena, nem todos os estudantes têm disponibilidade a rede virtual, sendo assim, uma grande parcela seria prejudicada e excluída dessa forma de ensino.

Ademais, cabe ressaltar a falta de preparo da população para utilizar a internet. Uma vez que nem todos tem acesso, não apresentaria uma necessidade urgente de aprender, no entanto, o país está cada vez mais conectado ao Cyberespaço -  conceito criado pelo filósofo Pierre Lévy para representar o mundo virtual -. Dessa maneira, se as pessoas continuarem despreparadas para fazer uso desse recurso, serão prejudicadas no mercado de trabalho, visto que a maioria dos empregos se baseia no uso da internet, e também, tornam-se suscetíveis a serem manipuladas intelectualmente e economicamente, pelas bolhas virtuais criada pelos mecanismos da rede, que controlam o que o internauta vê. Assim, para que o Cyberespaço amplie o conhecimento, como propõe Pierry Lévy, é necessário que a educação tecnológica seja pauta de debates e projetos.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover programas que ensinem os cidadãos a fazerem uso adequado da internet, por meio de propagandas, que ensinem passos para tirar maior proveito da rede virtual, bem como de programas gratuitos com técnicos de informática que ensinem de forma didática maneiras de evitar a manipulação. Com o objetivo de preparar a população para fazer uso do Cyberespaço. Além disso Cabe ao Governo, por meio de projetos públicos, promover a implantação da internet em áreas que não a tenham. Visando democratizar o acesso e diminuir as desigualdades, principalmente, no contexto educacional, para facilitar o acesso a informações e plataformas de apoio. Desse modo, aplicando o conceito da Hanna Arendt de que a igualdade a todos para evita a exclusão.