O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 17/04/2020

A ideia de integração e de um mundo cada vez mais conectado, surgiu com o conceito da Globalização na segunda metade do século XX, proveniente da Segunda Guerra Mundial e da 3º Revolução Industrial. Entretanto, o mundo ficou “menor” para quem tem acesso à tecnologia, no Brasil, essa informatização começou a surgir, principalmente, a partir do anos 90, e, segundo a Agência Brasil, mais de um terço dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à internet. Dessa forma, criou-se um novo indicador de desigualdade social, a carência do acesso aos meios digitais, devido ao seu caráter excludente e exorbitante.

Em primeiro lugar, segundo os dados do IBGE de 2019, 13,5 milhões de pessoas no Brasil vivem em condições de extrema pobreza, sem as condições básicas para sobreviver. Nessa linha, é perceptível o quanto a tecnologia e, consequentemente, a internet, é seletiva, pois à medida que integra uma parte significativa do mundo, ela exclui milhões de outras pessoas. Afinal, para que se tenha acesso a esses recursos, é preciso aquisição de dispositivos eletrônicos, e a obtenção desses aparelhos é dispendioso. Dessa maneira, medidas que visem a mudança desse quadro são imprescindíveis.

Em segundo lugar, com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento horizontal por parte da população, muitas escolas optaram por alternativas em plataformas digitais, a exemplo do ensino à distância, como forma de dar continuidade às atividades escolares. Sob esse viés, uma parte considerável dos alunos, infelizmente, foram excluídos dessas ações. Como se não bastasse, essas pessoas terão o seu desenvolvimento escolar prejudicado, situando-se atrás daquelas que tiveram a oportunidade de estarem conectadas. Nesse sentido, estar inserido nessa nova era informacional é crucial para que se tenha uma boa condição de vida e uma inclusão no mercado de trabalho, já que grande parte das atividades diárias das pessoas estão introduzidas nesse contexto.

Destarte, medidas são necessárias para conter e modificar o atual cenário. Assim, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve, em parceria com os municípios, buscar apoio dos provedores de internet pra que, juntos, disponibilizem o acesso digital às famílias de baixa renda por meio de crédito ou ajuda financeira. Tudo isso a fim de que elas tenham a oportunidade de estarem inseridas no contexto global e para que seus filhos tenham a oportunidade de uma educação de qualidade, o qual a “web” proporciona. Portanto, tais medidas seriam eficientes para combater o impasse e tornar o Brasil uma sociedade mais democrática e instruída.