O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Na obra “Útopia”, do britânico, Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual corpo social encontra-se livre de conflitos e problemas. Entretanto, o que se nota na realidade contemporânea é o contrário do que o autor prega, uma vez que nem todos os cidadãos têm acesso à internet no Brasil, o que dificulta a concretização do plano More. Com isso, fatores como a negligência governamental, bem como a situação financeira contribuem para a permanência do problema.

Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um fator determinante para que o impasse persista. De acordo com o filósofo Stuar Mill, no livro “Utilitarismo”, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Contudo, verifica-se, na esfera brasileira, que o Estado faz o oposto do preconizado pelo o utilitarista, uma vez que não há projetos que visem a inclusão das pessoas que não possuem acesso à internet, pois dessa forma a democracia não está presente no âmbito tecnológico do país. Indubitavelmente, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.

Além disso, outra dificuldade, é a precária situação financeira vivenciada por muitos brasileiros como impulsionadora da problemática. Conforme o filósofo grego Aristóteles, na obra “Ética de Nicômaco”, as carências acarretam mazelas sociais. Logo, percebe-se que essa filosofia esbarra-se com a realidade do Brasil, visto que a falta de recursos monetários dificulta o acesso à rede “Wi-Fi” e, também, a conquista de um aparelho eletrônico, em consequência continuam excluídos de um Brasil digital. Certamente, esse fato revela uma face perversa de um país em pleno desenvolvimento.

Portanto, medidas são necessárias para a solucionar à temática. Então, cabe ao Estado, juntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU), desenvolver um plano de inclusão digital a todos os cidadãos, chamado “Conectando Brasil”, com objetivo de anular qualquer dificuldade ao acesso à internet, de modo que a democracia brasileira possa ser usufruída por todos e não apenas as classes privilegiadas. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade retratada por More.