O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 17/04/2020
A APPANET foi criada durante a Guerra Fria com o intuito de ser uma rede de comunicações e transmissão de informações com segurança e, devido seu alcance e eficácia, originou a internet contemporânea. Todavia, apesar de já conhecido em território nacional, o acesso à internet no Brasil é uma questão caótica, em especial no que concerne a sua distribuição díspar e a seu uso equivocado. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
A priori, a má disposição do acesso à internet causa um aumento significativo da desigualdade. Sob esta ótica iminente, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações divulgou que um quarto de todas as casas brasileiras não possuem internet, porém essa média não apresenta as diferenças acesso entre regiões mais e menos desenvolvidas e camufla a dimensão de quantos locais pobres têm esse privilégio. Nesse âmbito, disponibilizar unicamente por via digital, ainda que a minoria não tenha acesso, segrega a sociedade e constitui um apartheid cultural e até educacional, considerando a gama de informações e soluções que essa invenção transmite. Destarte, é medular ampliar a conexão, principalmente para locais de baixa renda.
Outrossim, essa ferramenta é utilizada de forma inadequada, o que corrobora para a omissão do Poder Público na resolução. Consoante a isso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informa que, dentre os dez milhões de internautas registrados em dois mil e dezessete, a maioria utiliza para transmitir mensagem por aplicativo, ou seja, o uso da internet é desvirtuado e, por conseguinte, não é prioridade governamental. Nesse espectro, a inércia estatal devido ao uso inadequada atrasa sua ampliação, fato extremamente prejudicial em casos emergenciais como o do COVID-19, que exigiu uma remodelação do ensino para o digital durante o isolamento social e prejudicou àqueles com acesso debilitado ou nulo. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de acabar com a passividade governamental e expandir sua atuação.
Portanto, com fito de garantir um acesso igualitário, o Ministério da Cidadania, responsável pela integração nacional, deve promover a implementação de conexões públicas internet. Ademais, seriam instaladas, além de pontos de wi-fi em praças e bairros, estações com equipamentos eletrônicos, onde os estudantes poderiam consultar a internet para resoluções e problemas, e o Estado garante sua função de educação às localidades carentes. Somente assim, a ferramenta da Guerra Fria com função de alcance pode atingir o máximo de pessoas possível de forma positiva.