O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/04/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à igualdade.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que o acesso à internet não estende-se a todas as pessoas.Nesse contexto, parte da população têm suas garantias constitucionais violadas, isso sendo consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação da problemática.
A priori, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em garantir o acesso à redes de comunicação para toda população.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de sua liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não fornece apoio suficiente para periferias e comunidades carentes, como na instalação de internet gratuita e de qualidade nesses locais.Logo, a escassez dessas medidas corrobora para o crescimento da desigualdade social, uma vez que a insuficiência de disponibilidade dessa tecnologia diminui oportunidades de trabalho e de estudo, já que faculdades à distância e empregos relacionados à áreas digitais necessitam desse recurso.
A posteriori, as instituições educacionais demonstram-se ineficazes na formação de indivíduos autossuficientes e disciplinados na construção do conhecimento.Nesse ínterim, o filósofo Theodor Adorno apontou como possibilidade sociológica uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver o domínio pleno do conhecimento e o senso crítico do indivíduo.Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, a capacidade de estudar individualmente e on-line, a concentrar-se nas aulas e a estar comprometido em exercitar seu conhecimento em provas.Portanto, grande parte da população encontra desafios ao acessar a internet, como os problemas de disponibilidade citados a priori e, ainda, a dificuldade em utilizar corretamente essa tecnologia, a fim de focalizar nos propósitos importantes como estudo, trabalho e não nos improdutivos, como o uso das redes sociais.
Dessa forma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.Destarte, é dever do Governo Federal, por meio do financiamento de redes de comunicação, fornecer internet gratuita e de qualidade para regiões economicamente carentes, a qual será ofertada para famílias com renda mensal menor que dois salários mínimos, com o propósito de diminuir a desigualdade social e amparar essa parcela da população.Ademais, o Ministério da Educação deve, através do financiamento das redes sociais, criar campanhas e projetos que visem orientar os alunos a como estudar individualmente e de forma autônoma, a fim de garantir um real acesso, não só físico como intelectual, dessa tecnologia.