O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/04/2020

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. Afirmado pelo cientista Albert Einstein, o mundo tecnológico obteve um grande crescimento linear e, como resultado, criou a maior inteligência virtual: a internet. No entanto, ela, mesmo possibilitando uma visão ampla e lúcida do mundo, é restrita às classes econômicas privilegiadas, visto que a lei da oferta e procura corrobora essa situação no país.

Em primeira análise, Heráclito, filósofo pré-socrático, questiona que todas as coisas no mundo não são as mesmas, pois “tudo flui”. Analogamente, a internet representada a fluidez, porém, quanto mais ela evolui, mais procurada é e, consequentemente, o preço será maior, como representa a lei da oferta e procura. Sendo assim, as disparidades econômicas e, por consequência, as sociais, surgem e restringem o acesso às camadas de economia crescente.

Por esse viés, o site Globo abordou, em 2016, que cerca de 21 milhões de lares no Brasil não possuíam o recurso. Além disso, retratou que a situação está concentrada na região nordeste do país com apenas 56,6% privilegiados por ele. Deste modo, é evidente que os locais mais marginalizados, como o nordeste, são alvos de uma economia em decadência e fortalece o ponto de vista em relação às desigualdades nas camadas populares.

Infere-se, portanto, que é necessário democratizar o acesso à internet. Destarte, cabe ao Governo minimizar a lei da oferta e procura nos locais marginalizados, por meio de normas que proibirão o aumento do preço dos produtos tecnológicos a fim de possibilitar o consumo deles e obter o aumento da utilização da inteligência virtual. Feito o proposto, a democratização irá entrar em vigor e como resultado possibilitará a igualdade popular.