O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a falta de acesso à internet impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público se ensino eficiente. Contudo à realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste e claramente refletido na falta de internet para todos. Segundo a unicef 29% dos jovens entre 15 e 24 anos não tem acesso à internet. Diante do exposto, o ensino EAD embora seja uma tentativa de minimizar os efeitos da pandemia e dar continuidade ao ensino, é um sonho que não está perto de realizar, visto que há vários obstáculos para a concretização dos planos dos atuais governadores.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de uma boa internet como impulsionador do problema. Diante de tal contexto, o problema da educação se expande ainda mais quando chega aos lares, embora mais de 80% da população brasileira possua internet, não significa que seja uma boa internet para acessar plataformas EAD. Muitas famílias não tem sequer televisão em casa, imagina ter uma boa internet. Desse modo, é necessário a reformulação dessas postura estatal de forma urgente. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar a falta do acesso à internet, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que, por intermédio do ministério das comunicações disponibilize acesso gratuito e de boa qualidade, e a criação de programas digitais para aprimorar o aprendizado e incentivar os estudos por meio de plataformas com vídeos e imagens de fácil carregamento. Desse modo, amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do acesso à internet no Brasil.