O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2020
Após a Terceira Revolução Industrial, a internet - uma das principais TICs - foi difundida em escala global. Entretanto, o acesso a essa ferramenta não ocorreu forma igualitária, principalmente no Brasil. Para modificar esse quadro, é preciso compreender, a priori, como as questões sociais e políticas interferem nessa situação .
Em primeiro plano, é importante destacar que a desigualde social é um dos principais pilares dessa problemática. Nesse sentido, é cabível trazer o pensamento do geógrafo Milton Santos, em que a globalização e, consequentemente, a distribuição dos aparatos tecnológicos não ocorreria de forma igualitária, sendo assim apenas uma parcela população poderia desfrutar dos serviços, tais como o acesso à informação e à educação, por meio de cursos a distância, por exemplo. Nesse viés, a ideologia do pensador se faz acertiva na realidade brasileira, já que cerca de 30% da população não tem acesso à internet, de acordo com uma pesquisa da TIC domicílios realizada em 2019, o que evidencia o grave problema da vulnerabilidade financeira que essa parcela se encontra. Dessa forma, enquanto o Estado se mantiver inoperante para resolver esse quadro, parte da população estará fadada a exclusão digital.
Outrossim, a passividade governamental para democratizar o acesso à internet, no país, intensificam essa questão. A respeito disso, Thommas Hobbes - um dos principais filósofos iluministas- estabelece que o Estado é responsável por garantir o bem-estar social, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Isso porque o governo não apresenta políticas que visem a inclusão da parcela da população desprovida de intenet e também, infelizmente, é falho em suprir as necessidades mínimas da população, tais como o saneamento básico. Desse modo, enquanto o governo mantiver a falta de postura, assegurar o acesso à internet continuará sendo um desafio.
Fica evidente, portanto, que a desigualdade social e a falta de políticas públicas são fatores cruciais que retardam o acesso à internet para todos os brasileiros. Para modificar isso, cabe ao Estado, na figura de Poder Legislativo, por intermédio da elaboração de um programa social que vise distribuir para população carente, dispositivos eletrônicos com conectividade à internet. Em conjunto a isso, é importante também que o MEC ensine as crianças, principalmente as vulneráveis economicamente, a manusear a internet de forma segura, isso pode ser feito por meio de oficias sobre computação. Assim, gradativamente, as barreiras que impedem o acesso à internet maia amplo serão vencidas.