O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e politico para desenvolver-se. No entanto, quando se observa o acesso à internert no país, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de desigualdade social, onde muitos não têm acesso à internet, nem à computador. Um exemplo disso é o número de casas que não possuem computador, cerca de 42% dos lares brasileiros, devido à diferença social existente no país. Neste sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas prórias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas que reduzam os valores de computadores e planos de internet, medidas que deixariam a resolução do problema mais perto, e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo incentive o uso desses meios, por meio de uma redução na taxa de impostos desses produtos e serviços, com o propósito de aumentar o número de indivíduos com acesso à internet. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os atrasos que a desigualdade social podem causar à sociedade. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de reduzir a relativização dessa desigualdade. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.