O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
O advento da Fibra Óptica no Brasil, em 1977, contribuiu com a ampliação do acesso à tecnologia. Entretanto, essa crescimento não ocorreu de forma igualitária, devido à padrões geográficos e econômicos. Dessa forma, pode se dizer que a desigual distribuição de rendas e a urbanização desenfreada das cidades corroboraram com essa problemática. Portanto, é imperativo a intervenção estatal para minimizar esse problema.
Em primeiro plano, a distinção econômica cria um abismo que separa o acesso à Web, um exemplo disso é a diferença tecnológica de países da Europa com países da África, que, por sua vez, são mais pobres que os primeiros. Segundo Neil Degrasse Tyson, um dos mais renomados cientistas do mundo, as sociedades têm um extrema dependência científica - isso inclui a internet-, mas sabem pouco de como usar, para o bem, a ciência. Infelizmente, a tecnologia, que, mesmo não tendo partido, depende de investimentos, é mal aproveitada. Dessa maneira, a desigualdade de renda, no Brasil, nega a beleza de um mundo igualitário, fechando as fronteiras do conhecimento ao criar uma hegemonia tecnológica e por consequência e desinstitucionalizando o mundo cibernético, que, paradoxalmente tem como função conectar os seres humanos.
Outrossim, as zonas rurais são deixadas à parte da digitalização. Acerca disso, a Folha de São Paulo, publicou dados mostrando que menos da metade dos moradores rurais, brasileiros, têm acesso à rede. Essa informação sinaliza a distinção rural-urbana com relação à internet. Apesar da desterritorialização provinda dessa forma de comunicação, o Brasil, devido a padrões geográficos, não consegue levar o mundo digitalizado de maneira democrática. Desta forma, as cidades mais distantes dos centros urbanos são prejudicadas, cria-se, então, um nítida distinção informacional entre os cidadãos.
Destarte, existe uma ampla longitude entre a difusão do Brasil com o mundo virtual igualitário. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação ficar a par das necessidades do povo brasileiro ao investir no advento da internet nas zonas rurais e, por meio da união com empresas privadas, mapear todo o território brasileiro demarcando as áreas com baixo índice tecnológico. A partir disso, o Ministério deve garantir o assentamento do mundo cibernético nessas regiões. Pois, somente assim, a Fibra Óptica cumprirá uma de suas funções: o amplo acesso à internet para todos.