O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
“Se não estudar, tru, tomo mó preju”, em sua música “diferenças” o cantor Rael denuncia a desigualdade social que existe entre os estudantes do Brasil. De certo, não é de hoje que esse tema é debatido no país, porém, perante à uma pandemia, esse contraste virou destaque nas grandes mídias e nas conversas cotidianas. Com o ensino EAD, alunos estudam sem sair de suas casas e evitam o risco de contágio, entretanto, não são todos que possuem esse privilégio e estão sendo excluídos da rede de ensino e de seu próprio futuro.
Segundo o IBGE, a miséria extrema no país cresceu e atingiu 13,2 milhões de brasileiros no ano de 2019. Uma vez que o Brasil governa sem infraestrutura e recursos que ajudariam essas pessoas. Em momentos de crise, as pessoas mais carentes são as que mais sofrem com a falta de auxílios e preparo do Estado.
Por conseguinte dessa falta de recursos, milhares de estudantes sofrem em uma pandemia sem estudos. O Estado fornece aos alunos matéria e aulas em EAD, mas e quem não tem acesso à internet? Sem ter por onde acessar, os alunos ficam em suas casas sem estudar, alguns tentam revisar matérias com o que tem e com ajuda de seus responsáveis e outros estão até trabalhando. Colocando seu futuro totalmente em risco e sem o apoio da população brasileira.
Desse modo, grandes influências devem se unir em momentos de crise. O governo deve anular o ano letivo de 2020, para que em 2021 todos comecem juntos. Os canais de televisão podem contribuir com a produção de novos canais abertos para estudar, assim o aluno não fica parado durante o ano e sim estudando e revisando. A sociedade civil deve cobrar através de suas redes sociais pelos direitos de quem não tem. Com tais atos o problema da internet no Brasil se tornará menos grave.