O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2020
De acordo com Machado de Assis, não é verdade que o Brasil esteja progredindo para ser uma sociedade igualitária. Nesse viés, a educação a distância no país enfrenta como fator limitante para seu desenvolvimento pleno, não só a escassez de investimento Estatal, como também a falta de recursos tecnológicos para uma minoria de brasileiros. Como conseguinte disso, promove-se a exclusão social e a privação de um direito básico.
Em primeiro plano, conforme previsto na Constituição Federal de 1988, é dever do Estado oferecer educação -presencial ou virtual- de qualidade. No entanto, segundo dados da UNICEF, em escala global, 346 milhões de jovens na faixa etária de 15 a 24 anos não tem acesso a internet. Tal fato demonstra incoerência, tendo em vista que mesmo previsto, nem todos tem pleno gozo desse direito, ampliando assim, a desigualdade social.
Outrossim, a globalização facilitou a ead (educação a distância), disseminando aprendizado em apenas um clique. No entanto, pesquisas estatais revelam que 42% das residências no Brasil não possuem computadores, principal ferramenta de distribuição de conhecimento. É indubitável que, em um cenário cada vez mais informatizado, a falta desses recursos tecnológicos representa não só a exclusão social, como também a cognitiva.
Concluindo, de acordo com nobre pensamento, a educação não é uma despesa, e sim investimento com retorno garantido. Logo, o Governo Federal, por meio de isenções fiscais, deve incentivar os provedores de internet no Brasil, com a redução de preços sendo repassados aos consumidores. Ademais, o legislativo, por meio do Congresso Nacional, deve corraborar de forma que elabore legislação específica que barateie o custo de computadores para âmbito educacional. Ambas ações tem como principal fito incluir e apoiar estudantes, de modo que promova ensino virtual de qualidade a todos. Somente assim, a desigualdade tecnológica será erradicada e todos gozarão de seu direito constitucional.