O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
O período histórico conhecido como ‘‘Guerra Fria’’ foi marcado por expressivos avanços tecnológicos, entre eles o surgimento e a posterior popularização da internet. Contudo, mesmo apresentando inegáveis benefícios, esta ferramenta digital ainda não possui seu acesso plenamente democratizado no Brasil, por fatores como a desigualdade social e marginalização por localidade espacial.
Nesse sentido, a disparidade socioeconômica é um aspecto notável dentro da questão. É perceptível, assim, que muitos indivíduos não possuem o poder aquisitivo necessário para usufruir de condições básicas, tampouco de pacotes de banda larga, tornando-se, então, privados da gama de conhecimentos e possibilidades ofertados pelo serviço. Esse cenário, nessa visão, é teorizado pelo sociólogo Max Weber, que aponta as desigualdades como fruto determinante da sociedade segregacionista.
Além disso, também deve-se considerar a marginalização espacial como fator para análise. Isto pode ser materializado pelo argumento de que em localidades interioranas, muitas vezes, não há oferta de rede, e, se há, esta se encontra com preço elevado e com má qualidade, o que exclui grupos inteiros no tocante ao seu acesso. Dentro desse sentido, o jornal O Globo aponta que no Brasil 20 milhões de lares ainda não têm internet, com a sua maioria no interior, o que expressa a gravidade da situação.
Logo, medidas amplas devem ser postas em práticas visando a resolução dos impasses. Para que isso ocorra, compete à Secretaria do Desenvolvimento Social, por meio de verbas advindas da Receita Federal, a criação de bolsas de tecnologia regularmente concedidas de modo democrático para que seja assegurada a aquisição de internet por grupos mais pobres, com o objetivo de mitigar as desigualdades. Outrossim, é imperioso que as grandes empresas de rede ampliem o alcance e a qualidade de seu serviço para acabar com a marginalização espacial. A fazer, então, que o acesso à essa ferramenta advinda da Guerra Fria seja plenamente possível para todos no Brasil.