O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
O coeficiente de Gini é um dos principais indicadores de concentração de renda no mundo. Os dados mais recentes desta avaliação classificam o Brasil entre os países com mais desigualdade social. Este cenário gera implicações nas áreas de saúde e educação, e com o acesso à internet, não é diferente. Os recursos escassos das classes mais pobres afastam essas pessoas do campo virtual, esse quadro exige intervenções a fim de promover a participação de todos na internet.
Em primeira análise,as principais causas da necessidade de discutir o acesso à Internet no país são nítidas, como mostram as pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na esfera social, ao longo das últimas décadas. Os dados registrados mostram que as famílias menos abastardas possuem dificuldade no momento de gerir os baixos salários, já que suas demandas básicas como: moradia, alimentação, saúde, vestuário e afins, por vezes ultrapassam os ganhos.
Diante deste cenário, as classes mais pobres mantem-se longe dos sites e aplicativos pelo fato de seus recursos serem insuficientes, tanto para adquirir instrumentos de comunicação - Tablets, computadores, celulares e afins, como possuírem rede de internet em suas residências. Além disso, as empresas que atuam no segmento se deparam com o alto custo fixo para ofertar seu serviço tangente ao número pequenos de clientes em regiões marginalizadas.
Assim, o Brasil necessita de intervenções para promover o uso da internet a todos. Deve-se pensar em medidas de longo, médio e curto prazo. Para décadas adiante, o artigo da Constituição Federal de 1988 que cita o dever do Estado em promover a distribuição de renda tem que ser cumprido, o que dá mais recursos aos pobres e permite o uso dos navegadores. Para médio, o governo deve promover, via incentivos fiscais e empréstimos, a presença das empresas de serviços de internet nas regiões pobres. No momento atual, as escolas públicas tem que ser equipadas por computadores e, possuírem educadores capazes de fazer do meio eletrônico um mecanismo de estudo aos alunos. Soma-se a isso, a implementação de pontos de Wi-fi em áreas públicas (ônibus e praças por exemplo), garantindo o acesso à rede pelos usuários. Com essas medidas, o Brasil tende a ter avanços quanto à questão do acesso à internet.