O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2020

A internet foi criada em 1968, nos Estados Unidos, e tinha como função, primordialmente, interligar laboratórios de pesquisa, porém, o seu uso foi difundido de maneira exponencial na globalização. Entretanto, nem todos os ambientes têm acesso distribuído desse meio de comunicação ao longo dos territórios, inclusive o Brasil. Nesse sentido, para que consiga conquistar o objetivo 10º da Agenda 30, é necessário analisar o cenário desse impasse social.

É possível afirmar, primeiramente, que grande parte da população urbana utiliza a internet como meio de informação, todavia, a zona rural concentra uma massa que não tem acesso de maneira adequada. De acordo com o Portal de Notícias G1, pela primeira vez, metade da zona rural está conectada - 49% da população disse ter acesso à rede em 2018, acima dos 44% de 2017. Assim, é evidente que o número está em ascendência, no entanto, há um longo caminho em busca de uma total democratização dessa ferramenta. Em suma, o Brasil é o 5º país mais populoso do mundo, por isso é imperativa uma análise criteriosa de todos os habitantes.

Outrossim, a energia é a base da internet, isto é, locais em que há utilização de fontes limpas, tendem a aumentar a capacidade de abrangência, uma vez que é melhor economicamente e ambientalmente. Prova disso, a ONU(Organização das Nações Unidas) estabeleceu um plano de metas: a Agenda 30. Desse modo, os objetivos 7º e 10º - energia limpa e redução das desigualdades - desse documento afetam diretamente o mundo cibernético, visto que a energia elétrica e a internet são grandezas diretamente proporcionais.

Evidencia-se, portanto, uma necessidade de disponibilizar a internet para a maior parte da população possível. Logo, é mister que o Ministério da Cidadania, detentor dos objetivos do extinto Ministério da Cultura, deve levar a internet para áreas desprovidas desse meio, por meio de uma aliança com empresas privadas responsáveis do âmbito virtual, com a utilização cada vez mais intensa de energia solar e eólica, a fim de que a energia elétrica fique mais barata e acessível para a população, principalmente da zona rural. Espera-se, com isso, o alcance das proposições estabelecidas na Agenda 30, e um ambiente igualitário e sustentável.