O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2020

A Terceira Revolução Industrial, iniciada no começo do século XX, tem como principal característica o advento da tecnologia em todo globo terrestre. Entretanto, com o surgimento do coronavírus e a necessidade de distanciamento social tornou-se necessário o cancelamento de aulas presenciais. Tal fato associado à reclamações de alunos e professores, relacionadas às dificuldades impostas pelo ensino a distância , deixou claro que o acesso à internet, um dos principais símbolos tecnológicos, não é igualitário no país, o que denuncia a desigualdade existente no Brasil.

Primeiramente, é necessário destacar a relevância da internet como meio de difusão educacional. Nesse sentido, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas que comprovam que um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet alertam para desigualdade no sistema de educação que aumenta, ainda mais, a disparidade no mercado de trabalho.

Ademais, a falta de atuação do governo também colabora com este impasse. Dessa forma, aplica-se a teoria das janelas quebradas, do escritor George Kelling, na qual diz que se uma janela foi quebrada e permaneceu sem reparo há uma maior probabilidade que joguem pedras nas intactas e, posteriormente, ocupem e destruam o edifício. Ou seja, uma pequena desordem gera uma maior, dessa forma, o alto custo da internet brasileira e o descaso governamental se assemelham à pequena desordem e colaboram com a maior, a desigualdade e exclusão social.

Portanto, é evidente que o acesso desigual à internet denuncia o alto coeficiente de gini brasileiro. Logo, o Ministério da Cidadania deve criar um programa social que implemente computadores com acesso à internet em domícilios de estudantes de baixa renda e oferecer cursos de capacitação tecnológica em bibliotecas públicas. Tal medida tem como objetivo a pequeno prazo de  facilitar o acesso à internet e, consequentemente, o acesso a educação e a longo prazo de diminuir o coeficiente de gini nacional.