O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Na série Casamento a cegas, homens e mulheres, longe da internet, realizam um experimento, na qual vão se comunicar sem ver a pessoa, para que assim em 11 semanas eles comprovem se o amor é cego e qual a influência dessa rede sobre um relacionamento. Longe da ficção a realidade não é diferente, com as tecnologias, as relações se tornaram cada vez mais longínqua, fato esse observado no cenário pandêmico, onde o isolamento social nos distanciou mais.Assim, metodologias foram criadas a fim de suprimir os déficits que surgiram, entretanto, nota-se na contemporaneidade, a despreocupação se todos  os brasileiros possuem acesso à internet e quantos dos mesmos possuem computadores, fato esse que amplia a desigualdade social. Essa visão negativa, pode ser minimizada, desde que acompanhada de uma desconstrução coletiva.

Em primeira análise, fica evidente que em cenários de adversidade, busca-se meios para preencher lacunas, dentre essa tem-se o desfalque na educação, onde milhões de jovens e crianças não estão tendo aula e como alternativa proposta foi o ensino à distancia (Ead), porem em contraponto de acordo com TIC Domicílios 2018, 42% da população não possuem computadores em suas residências, fato esse que é um medidor de desigualdade social no mundo, visto que em países desenvolvidos, só 4% não possuem essa tecnologia. Desse modo se faz necessário medidas para que o direito a educação garantido na constituição seja assegurado para todos.

Além disso, a internet se tornou objeto de luxo na atualidade, haja visto que no Brasil, a mesma possui um alto custo de contratação, assim sendo uma parcela da população que vive na miséria, não possuem capital para obter esse recurso. Fato esse, que dificulta um certo contato com essa parcela, visto que ajudas financeiras em época de crise , teve suas inscrições feitas pela internet e divulgada pela mesma portanto, aqueles que mais necessitavam acabaram ficando para trás.

Depreende-se, portanto que a internet, é um ponto ainda em discussão, pois mesmo sendo uma ótima proposta para a excepcionalidade que estamos vivendo, a mesma não abrange toda população. Para que isso ocorra, o Ministério da educação deve garantir que as escolas e faculdades não puna aqueles alunos, que não estão a utilizar o Ead por motivos de falta de recurso, assim como levar para esfera cientifica, a busca por métodos de abranger o máximo de pessoas possíveis tanto na educação, quanto nas ajudas financeiras, visando principalmente os mais necessitados. Assim haverá, um equilíbrio social e a internet não será mais barreiras e sim oportunidades.