O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 25/04/2020

As primeiras duas décadas do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas por consideráveis avanços tecnológicos, dentre os quais destacam-se as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s). Nesse sentido, tal panorama promoveu a (o) acesso ao conhecimento, por intermédio da internet. Em contrapartida, nota-se que essa realidade não é usufruída por parte da população, visto que mais de 50 milhões de brasileiros não possuem acesso a internet. Desse modo, torna-se premente analisar os dois pontos: a baixa democratização do acesso à internet no Brasil e as vantagens do mundo digital.

A priori, é lícito postular que no ano de 1948 foi promulgada pela Organização das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos humanos, a qual prevê lazer e bem-estar social a todos os indivíduos. Evidenciando o supracitado, é notório que tal direito não é totalmente coercitivo, uma vez que nem toda a população do Brasil é beneficiada com essa tecnologia, regiões carentes com grande número de jovens e crianças, que poderiam estar usando a internet como forma de ampliar seu conhecimento, senso crítico e até mesmo melhorar a qualidade de sua educação.

Em segunda instância, cabe ressaltar que o mundo digital possui inúmeros benefícios para a malha social brasileira, como a possibilidade de inclusão social e a gama de oportunidades no âmbito acadêmico e profissional. Outrossim, sabe-se que essa tecnologia também é favorável para a nação brasileira, visto que é possível várias possibilidades de emprego virtual, ajudando na evolução do conhecimento dos indivíduos, mas como também no desenvolvimento do país.

Em suma, a baixa democratização do acesso à internet no Brasil é um complexo desafio hodierno que precisa ser mitigado. Sendo assim, cabe ao Governo brasileiro promover infraestruturas adequadas para a instalação da internet nas regiões com déficit dessa tecnologia, através de políticas públicas na área de inclusão digital, como também nas políticas educacionais para desenvolver habilidades digitais, como fito de mitigar o entrave de que alguns domicílios brasileiros não possuem nenhuma forma de acesso à internet. Dessa forma, paulatinamente essa parcela da população irá experimentar um novo conceito de conhecimento e somente assim atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto causado pela má distribuição dessa tecnologia nos lares brasileiros. Ademais, os direitos humanos serão obtidos como apregoa a Organização das Nações Unidas.