O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Segundo o IBGE, cerca de 25% da população brasileira não tem acesso a internet. Embora a internet tenha se popularizado, nota-se na contemporaneidade a sua limitação social, em virtude da falta de acesso por parte da população. Essa visão negativa é provocada pelo negligenciamento governamental acerca da internet no Brasil. Logo, faz-se necessário a análise dessa conjuntura, a fim de consolidar a democratização de acesso no Brasil.
Em primeira análise, vale destacar que a internet é imprescindível para o acesso a informações, lazer, facilidades e, fundamental para a propagação de valores sociais. Entretanto, de acordo com Émile Durkheim, sociólogo francês, abrange-se um ambiente patológico, aquele que rompe com seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, a disponibilidade de acesso a internet é mediada pelo preço, que não leva em consideração a renda regional. Logo, torna-se inviável a democratização.
Além disso, é evidente que o individuo que está condicionado ao restrito acesso a internet, consequentemente, apresenta uma grande desvantagem educacional e no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, contrapondo segundo Marilene Chauí, filósofa brasileira, o conceito de democracia, que consiste em igualdade de acesso de direitos, sem que haja valorização de um grupo em prol do outro. Sob essa ótica, constata-se uma concepção instruída do acesso a internet como restrito a camadas altas, a internet adquire caráter elitista, o qual contribui com a exclusão do restante da população.
Infere-se, portanto, a relevância da igualdade de acesso a internet no Brasil. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia proporcione a internet como um recurso gratuito para a população desfavorecida, por meio da sua implantação aos cidadãos que tem cadastro no CRAS do bairro de residencia, a fim de colaborar com a inclusão digital. Assim, haverá um ambiente estável e igualitário a todos.