O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 26/04/2020
A Terceira Revolução Industrial entrou em vigor na segunda metade do século XX quando houve uma série de descobertas e evoluções no campo tecnológico. Desde então, essas começaram a fazer parte da vida das pessoas, manifestando-se, na maioria das vezes, por meio da internet. No entanto, no Brasil, atualmente, uma parcela da população não possui acesso à essa devido a falta de investimento das empresas responsáveis pela implementação de equipamentos hábeis a transportar sinal de internet e a baixa condição financeira a qual não permite que os brasileiros comprem os pacotes que possibilitam o acesso. Isso faz com que essas pessoas sejam privadas de absorver informações e conhecimentos. Por isso, torna-se necessária a conexão igualitária em todo o país.
Primeiramente, precisa-se ressaltar que as empresas responsáveis por distribuir internet no Brasil não atuam em todo o território. Segundo o IBGE, cerca de 22 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet. Isso ocorre porque essas empresas consideram alguns lugares, como as regiões ribeirinhas da Amazônia, pouco propicias a trazer lucros. Por isso, não investem nesses locais. Todavia, o governo brasileiro, reconhecendo a importância da internet para a população, começou a desenvolver projetos, como o “Amazônia Conectada”, em que expande a infraestrutura de comunicações e contribui para que os moradores dessa região possuam uma boa conexão. Contudo, esses projetos atuam em apenas uma parcela da população. Em vista disso, vem desenvolvendo-se para abranger todo o país.
Em segundo lugar, é necessário ressaltar que, muitas vezes, quando há a infraestrutura necessária as pessoas não possuem condição financeira suficiente para pagar os pacotes de internet disponíveis. Visto que, as empresas de distribuição de banda larga cobram valores absurdos. Por isso, foi criado a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) , que visa fiscalizar e controlar tudo relacionado a telecomunicações, incluindo os valores cobrados pelos serviços. Porém, algumas empresas burlam a fiscalização e infringem as leis. Isso torna necessário uma melhor fiscalização.
Portanto, fica evidente que é indispensável tomar atitudes que visem transformar a conexão à internet igualitária, tornando o acesso à conhecimentos e informações fornecidos por essa democráticos. Para isso é necessário que a Anatel associada ao Poder Legislativo desenvolvam projetos de leis mais rígidos que visem punir àqueles que cobrarem valores excessivo nos pacotes de internet, por meio de multas aplicadas à empresas de distribuição de banda largar, para que essas não cobrem valores altos. Porque , diminuindo a quantia cobrada, mais pessoas estarão conectadas a rede. Além disso, aqueles que não tiverem condição, mesmo com valores baixos, poderão participar de projetos como o “Amazônia Conectada” que vem aumentando e abrangendo mais pessoas.