O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 26/04/2020
A segunda metade do século XXI trouxe inúmeras transformações políticas, econômicas e sociais. No entanto, o acesso à internet no Brasil, hoje, sofre com uma série de questões sociais. Assim, a desigualdade socioeconômica aliada às dificuldades no alcance à internet dão origem a esse percalço social. Dessa forma, são necessárias medidas a fim de reduzir essas diferenças.
A priori, destaca-se a desigualdade socioeconômica e os seus efeitos na sociedade como uma unidade. De maneira análoga a história do Brasil narra que a construção do país estava pautada em questões políticas e interesses elitistas da coroa, a exemplo disso é notória a diferenciação espacial entre as cidades até hoje. Assim, a construção da desigualdade espacial é um marcador no quesito do acesso a internet, uma vez que o individuo não possuindo o básico na sua residência, o caso do nordeste brasileiro, ele estará em um constante divisão psicológica entre informar-se, dedicando-se a obter os requisitos exigidos para o acesso, ou alimentar-se. Logo, é evidente que a questão econômica interfere no acesso a outros meios de comunicação com o mundo.
A posteriori, observa-se a desigualdade no acesso à essas tecnologias. Acerca disso, diversos debates são implementados com relação a essas diferenças dentro das ciências humanas, sobretudo, na questão do desenvolvimento social, a SUDENE (Superintendência do desenvolvimento do nordeste) é o exemplo mais recente. Isso mostra que a desigualdade é visível e prejudica a vida de diversas pessoas e com relação ao acesso as tecnologias não é diferente a internet, a pesar da facilidade de estar em qualquer smartfone, ainda não está na casa de muitos brasileiros. Dessarte, a maximização de programas como a SUDENE são essências para uma redução dessa mazela.
Portanto, a desigualdade socioeconômica aliada a pouca, ou quase nenhum, acesso à essas tecnologias dão origem a uma mazela social que se relaciona diretamente ao acesso a internet. Para tanto, o estado deve por meio de programas sociais criar espaços de internet pública, assim como os “navegas” que já existem espalhados pelo brasil, com o intuito dessas estruturas estarem semelhantes aos antigos Cybers cafés, a fim de democratizar o acesso aos mais necessitados. Outrossim, o estado deve maximizar os programas sociais de cunho desenvolvimentista, como a SUDENE, a fim de acelerar o desenvolvimento social e econômico da localidade.