O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 27/04/2020
No cenário das grandes tecnologias, o acesso à informação através da internet, em setembro de 1988, no laboratório nacional de computação científica, localizado no Rio de Janeiro, temos o marco da internet no Brasil. A partir desde momento começaram a surgir novas possibilidades tanto para a ciência quanto para o ensino, muito embora, despontem com um cenário bastante heterogêneo para algumas regiões que apresentam municípios sem estrutura de saneamento básico e energia elétrica de qualidade.
Ainda que seja difícil explicar, a inclusão digital e coesa no Brasil é difícil ser alcançada pela falta de investimento dos governos em estruturas básicas de educação, programas de saúde e implementação de novas tecnologias e incentivos do governo que permitam a disponibilização de internet de forma gratuita e de qualidade para a população carente.
É indubitável que, atualmente no Brasil, quando o assunto está relacionado ao acesso à internet, muitas regiões do Brasil ainda apresentem o índice muito baixo. Segundo dados do IBGE, em 2016 na região nordeste mais de 30% das residências do país não tem acesso a internet, seja porque as pessoas não podem adquirir os aparelhos tecnológicos, seja porque não existam nos municípios internet de qualidade disponível para a população de baixa renda. Realmente, esse é um indicador da exclusão digital no Brasil.
Nesse contexto, é fundamental que o Estado aceite o desafio de desenvolver projetos de inclusão digital e alfabetização tecnológica como política pública de cidadania para todas as regiões, com atenção especial para a região nordeste que tem o pior índice de inclusão digital no país. É preciso ressaltar a importância de criar condomínios virtuais de acesso à internet com pequenas contribuições mensais para atender comunidades carentes e permitir que todos tenham acesso à rede mundial de computadores por um baixo custo. Espera-se, dessa forma, que o Brasil alcance uma posição melhor no ranking da inclusão digital.