O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/05/2020
A internet se tornou o principal mecanismo de acesso à informação no século 21, por um lado, o serviço cresceu, diversificou-se e mudou a forma como as pessoas trabalham, estudam e até mesmo se relacionam, por outro, ele ainda não está disponível para muitas pessoas. Segundo uma pesquisa realizada pela Unicef, em 2017, mostra que cerca de 60% das pessoas entre 15 e 24 anos não têm acesso à internet no continente africano; já na Europa, há uma redução dessa porcentagem chegando aos 4%.
Uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizada em 2016, mostra que cerca de 29,6 dos domicílios brasileiros não tem acesso à internet. Segundo a pesquisa, um dos principais motivos apresentados é o custo elevado do serviço. Desse modo, há um crescimento na redução do uso da ferramenta no país, e, por consequência fazendo com que haja uma limitação da informação em regiões mais pobres, provocando assim, um crescimento da desigualdade social.
Essa elitização dos meios de comunicações faz com que as pessoas busquem formas alternativas de fazerem uso da internet, recorrendo na maioria das vezes à meios ilegais para integrarem esse mecanismo. De acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, 13% dos participantes da pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada entre outubro de 2014 e março de 2015, revelaram que utilizam a casa do vizinho como ponto de acesso à internet.
A internet quando aliada a educação promove inúmeras vantagens e funções, principalmente quanto ao atual contexto brasileiro que se encontra em isolamento social, fazendo não apenas uma ferramenta alternativa de educação, mas sim como algo essencial para o aprendizado através do ensino a distância. No entanto em um país em que 58% dos domicílios no Brasil não têm acesso a computadores e 33% não dispõem de internet (Agência Brasil), a proposta de governos estaduais e municipais de dar continuidade ao ano letivo da educação evidencia ainda mais a ampliação das desigualdades sociais e exclusão de grande parte dos estudantes do acesso às aulas.
Nesse contexto de limitação de acessibilidade do serviço no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Educação aliando-se aos serviços de internet, busquem soluções que diminuem essa desigualdade de informações, visando reduzir o impacto negativo em parcelas mais pobres da sociedade. Ademais, o Estado em conjunto com os serviços de informações, procurem formas de baratear o uso à internet no país, para que cada vez mais pessoas tenham acesso à informação no país, principalmente nas comunidades mais precárias, diminuindo dessa forma a desigualdade social.