O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
A internet é considerada um mecanismo de relevância inestimável em muitos países – principalmente os mais desenvolvidos – cuja sua utilização favorece a exploração da comunicação, educação e cultura. Sobretudo, o Brasil ainda encontra dificuldades na disponibilização desse recurso à toda população, em vista que as minorias sociais são excluídas ou possuem o acesso restringido. Dessa forma, é lícito afirmar que uma das causas dessa problemática é a postura do Estado que, somada a desigualdade social, contribuem para a conservação desse cenário negativo.
Em primeiro plano, cabe mencionar, que a ausência de políticas públicas destinadas a popularização da internet contribui para a limitação do acesso desse artifício por pessoas de baixa renda. Segundo o Marco Civil da Internet, as iniciativas públicas devem promover a inclusão digital e buscar diminuir as desigualdades no acesso as tecnologias de informação. Sobretudo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relatou que 30% da população do Brasil não tem acesso à internet, cujo o índice de exclusão é maior nas comunidades de menor renda. Desse modo é perceptível que as iniciativas tomadas pelo Marco Civil não são efetuadas com devida obstinação pelo governo brasileiro. Logo, é substancial que medidas de inclusão digital sejam trabalhadas com devida importância.
Além disso, em segundo plano, a exclusão digital das classes mais pobres ao acesso à internet e seus bens tecnológicos deve-se a desigualdade social imposta pelo sistema capitalista. Conforme a filósofa Hannah Arendt, os homens não são iguais e nem livres por natureza, por isso as minorias perdem seus direitos e são excluídas de atividades sociais, políticas e econômicas, ou seja, são limitadas a viverem à margem da sociedade. Tal análise é comprovada através do método de estudo proposto pelas instituições de ensino na época de quarentena, ocasionada pela pandemia do coronavírus, que visa estimular a aprendizagem através de plataformas digitais que necessitam do uso da internet, porém o governo não pôde aplicar esse método avaliativo nas instituições públicas devido a grande deficiência de disponibilidade da internet nos setores menos favorecidos das cidades. Consequentemente, muitos estudantes de baixa são prejudicados devido a falta de aulas.
Em suma, é necessário que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso à internet na sociedade brasileira. Portanto, cabe ao Estado promover, por meio de verbas e leis em parceria com o Marco Civil da Internet, a universalização da internet, além de distribuir de forma organizada e igualitária nas comunidades, a fim de garantir uma inclusão digital à todas as pessoas. Tal plano deverá focar na introdução de um sinal de internet eficiente em pontos públicos, como colégios e praças, para que toda a população tenha acesso gratuito a essa ferramenta.