O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/05/2020

Durante o período da Guerra Fria, criou-se nos Estados Unidos a Arpanet, uma invenção aliada da comunicação. Essa, tomou grande proporção, teve suas funções ampliadas e, assim, transformou o modo como a sociedade se relaciona, sendo agora conhecida como Internet. No entanto, justamente por se tornar tão crucial, deixa em desvantagem pessoas que não desfrutam de seus benefícios, motivado principalmente pela falta de recursos. Essa desigualdade de acesso fere, sobretudo, o sistema de ensino, e acaba dificultando a intenção de indivíduos que desejam se qualificar profissionalmente para um futuro cada vez mais tecnológico.

A princípio, tendo em mãos um dispositivo capaz de se conectar à Rede, é possível ter posse sobre milhões de materiais. Por isso, no decorrer da pandemia do Covid-19, onde o isolamento social teve de ser seguido e escolas foram fechadas, o ensino a distância, com aulas e atividades onlines, seria a melhor opção para que os alunos não ficassem ociosos e sofressem posteriormente pela falta de aprendizado. Entretanto, nessa situação, foi possível perceber o quanto o acesso à Internet ainda é antidemocrático, visto que muitos estudantes não dispunham de equipamentos capazes de suportar a realização de tais tarefas ou então sofriam com a precariedade de conexão, impossibilitando o progresso individual e do modo de educação proposto.

Além disso, vale destacar que essa inviabilidade de usufruto de conteúdos web não prejudicou pessoas apenas durante o período de reclusão. Com o surgimento da Indústria 4.0 que engloba tecnologias como a Internet das Coisas, que pretende integrar quaisquer objetos à Rede, é imprescindível que todos tenham conhecimento ao menos acerca do básico sobre o assunto, com o propósito de se  capacitarem para se tornarem agentes da inovação e desenvolvimento no país. Como esse não é um tema discutido em sala de aula, a Internet seria um facilitador para a busca de recursos que promoveriam o aperfeiçoamento profissional e enriqueceriam o mercado com mentes visionárias.

Por conseguinte, nota-se então que a pátria ainda possui falhas no quesito apresentado, ficando em desvantagem em relação a outros países que priorizam o assunto. A fim de que isso seja revertido, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia, por meio de investimentos, se empenhe na criação de novos programas que visem a conexão de todas as regiões brasileiras à Rede. Ademais, como é preciso que o serviço prestado seja de qualidade, as Provedoras de Internet devem buscar construir uma infraestrutura de Rede segura e de baixa latência. Dessa forma, mais pessoas terão acesso à informação, um direito contido na Constituição Federal no artigo 5º, Inciso XIV.