O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/04/2020

Em matéria divulgada pelo site G1, em 2018, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reuniu dados que mostraram que 45,9 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet. Segundo o 3º artigo da Constituição Federativa do Brasil, um dos objetivos fundamentais da República nacional é “Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.”. Desse modo, é de fundamental importância para a erradicação das desigualdades do mundo contemporâneo debater sobre a elitização da internet no país e tratar da mesma com um olhar crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, é de extrema necessidade trazer à tona o debate acerca do público alvo da internet no Brasil e a quem se é negado esse acesso. De acordo com dados do Agência Brasil, as classes D e E representam a maior porcentagem de pessoas que não possuem acesso a navegação online no país, com 70% do total. Em comparativo com as classes A e B, que ultrapassam 90% de domicílios com acesso a rede, é notável a desigulade social para com as áreas mais marginalizadas socialmente, as quais o acesso a condições básicas de sobrevivência lhes são negados - como o saneamento básico - e, alavancando o abismo social, a internet.

Outrossim, é imperativo pontuar que o sistema capitalista que imerge o país coloca certos grupos sociais em vantagem econômica quando comparados com outros, o que facilita o seu acesso à internet. Os principais pontos acerca da inacessibilidade de grupos marginalizados à rede banda-larga, segundo o Cetic.br, se dão pelo preço elevado de uma conexão fixa, a falta de interesse e não saber mexer em dispostivos eletrônicos.

Com o intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional deve trabalhar na criação de leis que traçem caminhos para levar a internet até as áreas mais afetadas pela desigualdade social. Quiçá, o MEC e os governos estaduais devem trabalhar em conjunto na elebaoração de políticas públicas na área de inclusão digital de uma forma mais ampla, incluindo as políticas educacionais, visando desenvolver essas habilidades digitais, erradicando o abismo social entre classes e cumprindo com rigor o que se estabelece no artigo 3 da Constituição Federal.