O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Diante da pandemia de COVID - 19 em que se está vivendo momentos de: crise financeira, histeria populacional e isolamento social; algumas escolas brasileiras, tanto estaduais como particulares, adotaram o método de ensino online, EaD, onde os alunos acessam a internet pelos seus celulares ou computadores e assistem às aulas online. Entretanto, essas aulas não somente prejudicam certos alunos mas também aumenta a diferença social entre os mesmos.
Embora o ensino a distância ultrapasse as barreiras do isolamento social, nem todos podem ter acesso ao mesmo. No Brasil, a diferença de renda dos brasileiros é alarmante, por este motivo há enormes diferenças sociais, como por exemplo o acesso a internet. Segundo a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) Rosilene Corrêa Lima, 42% dos lares não possuem acesso a internet. Rosilene ainda destaca que o EaD depende da capacidade do estudante de acessar, compreender e interagir com os conteúdos. Essa falta de acesso acaba por prejudicar os alunos.
Ademais, é obrigação do Estado, de acordo com a constituição do país, disponibilizar a todos o acesso ao ensino. Logo, o método de ensino online que está sendo abordado recentemente excluirá grande parte de seus alunos, por conta da falta de acesso. Isso aumenta ainda mais a diferença social, educacional e financeiras das famílias brasileiras, dessa forma prejudicando também o país.
Portanto, pode-se concluir que mesmo sendo uma das obrigações do Estado dar meios de encontro à educação, o EaD está prejudicando uma parcela de sua população estudante. O Estado deve usar seu poder político e impostos mal administrados para estimular os municípios a distribuírem apostilas via correio para os estudantes que não conseguem acessar as aulas EaD. Dessa maneira seria possível melhorar a diferença social criada pela pandemia.