O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/04/2020

O mundo passa nos dias atuais pela pandemia do Covid-19, um vírus de fácil transmissão, consequentemente a medida recomendada pelos órgãos de saúde é a adoção do isolamento social pela população. Com essa providência, é preferível institutos educacionais e empresas a não pararem seus serviços, podendo os realizar pela internet, como muitos já estão implantando. Porém, é preciso saber que essa rede não é distribuída de forma igualitária, visto que muitos dos brasileiros não tem acesso, afetando assim estudantes e trabalhadores da classe mais baixa.

Nesse contexto, muitos trabalhadores estão tendo uma única opção: o trabalho presencial, já que não é favorável a estes, o trabalho a distância, pondo assim sua saúde em risco para conseguir garantir, de alguma forma, sustentar a família. Tendo em vista esse e muitos outros problemas, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que “o acesso à internet é um direito humano e que desconectar a população da web viola esta política” .

Somado a isso, nota-se que muitos estudantes de ensino público estão sendo “excluídos” do acesso as aulas Ead, porquanto mais da metade da população do Brasil ganha só um salário mínimo. Como exemplo, constata-se que uma pesquisa feita pelo IBGE apontou que mais de um meio dos brasileiros ainda não tem acesso a internet e 57,1% não tem computador em suas residências. Assim, dessa forma, nesse período jovens não estão conseguindo ter aquilo que é seu por direito, a introdução da educação.

Portanto, a fim de entregar acesso a internet a todos para menor risco de saúde nesse tempo de pandemia, é preciso que se tomem medidas. O governo deve estipular estratégias que favoreçam a implantação de empresas de tecnologia e implantação de conexões públicas à internet em todas as áreas populosas do país, para alunos e trabalhadores terem acesso à Ead e a home-office, respectivamente. Assim conseguiremos ver  mudanças econômicas e educacionais de alto impacto.