O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 09/05/2020

A tecnologia e a desigualdade

“Vivemos esperando dias melhores…”, a partir desse trecho da música composta pelo cantor Rogério Flauzino, é possível partir de um ponto de reflexão sobre o estado atual da pátria brasiliana. Onde encontram-se muitas reclamações da sociedade, sobre a educação, principalmente à respeito do ensino à distância, mas poucas ações da comunidade para um avanço da nação em prol dos que não possuem o acesso à internet em questão no Brasil.

Primeiramente, é importante ressaltar a condição dos brasileiros que estão em isolamento social, devido à pandemia a qual assola o mundo em 2020. Nessa lógica, a maioria da população do Brasil vem passando pela crise, não apenas referente ao “COVID-19”, mas também financeiramente, dependendo de reservas e auxílio governamental. Paralelamente a isso, as aulas de “EAD”, começam a aumentar, porém , de acordo com o “IBGE”, aproximadamente 75,6 milhões de habitantes não têm conexão banda larga, e no contexto em que o país encontra-se, possuir alcance à rede e comprar um aparelho eletrônico, não mostrase possível para pessoas com baixa renda, as quais constituem maior parte populacional. Logo, o prenúncio de ampliação das desigualdades sociais e exclusão de grande parte dos educandos da disponibilização às instituições escolares, torna-se iminente.

Além disso, outro problema agravante, é o fato de que, uma boa parcela dos estudantes que dispõe de uma comunicação via “wi-fi”, não detêm qualidade de sinal e dispositivos que suportam turmas “online”, juntamente, muitas escolas, sobretudo públicas, não dispõem da infraestrutura necessária para salas virtuais. Nesse contexto, refuta-se a capacidade de autonomia do estudo residencial, tendo em parâmetro a pesquisa da “Unicef”, revelando que, em 2018 nos colégios populares, cerca de 2,6 milhões de alunos foram reprovados. Desse modo, em decorrência do despreparo acadêmico, cada vez mais os lecionandos estão sendo prejudicados.

Em suma, para o enfrentamento do avanço da disparidade educacional, nos tempos de paralisação global algumas ações são primordiais. Destarte, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, realizar um auxílio aos discentes que carecem da tecnologia para cursos estudantis, de maneira a reabrir “lã-houses”, apenas para educandos,  provendo máscaras, álcool para as mãos, impondo também a distância de todos em um metro. Por conseguinte, o contraste geral, diminuirá.