O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/05/2020
O EaD (ensino a distância) tem sido muito utilizado na situação atual do Brasil e do mundo, devido ao Coronavírus (COVID-19). Porém a proposta do governo de dar continuidade ao ano letivo pode ser um tanto quanto falha, já que muitas pessoas não têm acesso à internet, ou pelo menos uma com qualidade descente ou não têm computadores, devido à grande desigualdade social do país.
Primeiramente, a pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação afirma que 42% das casas brasileiras não possuem um computador, o que torna mais difícil o acesso ao EaD e a outras atividades em relação ao entretenimento. Além disso, muitas escolas não têm infraestrutura suficiente, não possuem plataformas e professores adequados para esse tipo de ensino, graças ao grande nível de desigualdade. Contudo o Governo insiste nesse método de aprendizagem mesmo que exclua uma parte significativa de alunos.
Seguidamente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet, esse número chega perto dos 46 milhões de brasileiros sem acesso à rede. Isso ocorre porque as pessoas relatam que os equipamentos necessários ou o próprio plano é muito caro ou porque não tem serviço disponível no lugar que convivem. Atualmente, ter acesso à web é importante, já que ela melhora a qualidade da educação, garante informações mais facilmente e tem dado maiores opções de mercado.
Portanto, o Governo deve facilitar a instalação de internet, seja com estratégias de mercado ou com incentivos fiscais para que todos possam ter acesso à rede. Com o objetivo de que mais lugares tenham sinal disponível e que os preços dos planos fiquem mais baixos. Além de que as escolas podem criar plataformas mais acessíveis para os alunos entrarem por celulares, tablets ou computadores.