O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 03/05/2020

Em oposição ao posicionamento positivista de Durkheim, Weber defende que os fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis. Ou seja, para o pensador há necessidade de interpretá-los. Nessa lógica, pode-se afirmar que o acesso à internet em questão no Brasil exige uma discussão mais ampla. Diante disso, cabe analisar tanto o aumento da desigualdade e exclusão social, quanto o limitado alcance ao mundo digital, como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Considerando o exposto, convém pontuar a ampliação do desnível social, em especial no que tange a educação. Nesse contexto, tal disparidade educacional não é uma invenção atual: Vargas, em 1930, implantou a Reforma Francisco Campo, que organizou o ensino secundário e superior no país. Ainda assim, o ensino público não foi oferecido de maneira igualitária entre os diferentes níveis econômicos da sociedade.

Outrossim, vale salientar a insuficiente popularização das tecnologias de acesso à internet como outro obstáculo para a resolução do impasse. À luz dessa ideia, têm-se em destaque a lógica do filósofo grego Aristóteles: a base da sociedade é a justiça. Não há como negar, portanto, que a abrangência democrática à digitalização deveria se tornar realidade para que a isonomia avance no Brasil.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, o governo, entidade máxima de poder, deve reformular o programa “Internet para Todos”, oferecendo gratuitamente redes e computadores de qualidade suficiente para inscritos no Cadastro Único. Tal ação pode ser realizada por meio da parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a fim de realizar o ato democrático de universalização do alcance à conexões online no país. Com tais ações, espera-se que o pensamento weberiano seja assimilado.