O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 15/05/2021
De acordo com a Organização Mundial das Nações Unidas, o acesso à internet é um direito humano. No entanto, no Brasil, esse direito tem sido violado devido a presença da desigualdade na conexão a essa rede. Desse modo, o analfabetismo digital mais a carência de infraestrutura para o acesso à internet nas periferias são fatores que colaboram para o agravo dessa problemática.
Em primeiro lugar, segundo Paulo Freire, sociólogo brasileiro, o conhecimento ajuda o sujeito a entender a realidade na qual está inserida e, se necessário, buscar mudá-la. Nesse contexto, a falta de letramento digital da sociedade, ou seja, a carência da educação e capacitação dos cidadãos para saber usar as tecnologias contribui para incapacidade do indivíduo de compreender e utilizar as ferramentas digitais. Assim, mesmo possuindo a conexão à internet, o anafabetismo tecnológico impossibita o sujeito de usufruir dos benefícios desse aparato, como o acesso as informações.
Em segundo lugar, conforme Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado promover o bem-estar social. Contudo, a escassez de investimentos do Governo no sentido de ampliar a rede de internet nas periferias favorece no aumento da desigualdade, pois promove a exclusão digital dos cidadãos dessa localidade. Dessa maneira, é indiscutível a importância do Estado viabilizar o acesso igualitário à internet, principalmente aos sujeitos menos favorecidos, com a finalidade de possibilitar a inclusão digital e, assim, o bem-estar social.
Portanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, em parceria com o Instituto de Geografia e Estatística, por meio de verbas governamentais, deve promover pesquisas com o objetivo de levantar dados dos locais com os piores acessos à rede de internet, a fim de promover investimentos, como a isenção de impostos para empresas que instalam essa rede nas periferias, com o intuito de possibilitar o acesso da internet de forma mais barata para os sujeitos menos favorecidos.