O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2020
A Internet chegou ao Brasil em 1988 por iniciativa discentes e docentes universitários paulistanos e cariocas. Junto a internet consolidou-se o processo da globalização, que também ajudou a proporcionar uma maior desigualdade social. Hoje, durante a pandemia do COVID-19, a internet tornou-se fundamental para que as pessoas não fiquem completamente isoladas e consigam adaptar suas rotinas por meios virtuais, como: Ead, Home Office e Aplicativos de entrega de comida.
Em tempos de pandemia, as nossas atividades cotidianas ocorrem por intermédio da tela de um computador ou de um celular. No entanto, a população mais carente continua sem o acesso, dificultando o isolamento dessas pessoas e impossibilitando crianças de prosseguir com os estudos. Os smartphones são o principal meio de propagação da internet, através da internet móvel.
Segundo dados do IBGE de Novembro de 2019, 35,7% da população brasileira não tem acesso a esgoto e saneamento básico, mas 79,9% desta mesma população tem acesso a internet. Esta população mais carente está em maioria no Norte e no Nordeste do país, em cidades mais afastadas, e em vilarejos.
Dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que a maioria dos usuários são aqueles que têm maior renda, escolaridade, entre outras características socioeconômicas. Pode-se notar então uma desigualdade também no mundo virtual, visto que, através da internet pode-se ter oportunidades para ingressar no mercado de trabalho, para estudos, pesquisas, acesso a informações importantes e sociabilidade. Para que mais pessoas possam ter acesso a internet no Brasil é necessário que, a Anatel (Agência Nacional De Telecomunicações) em parceria com o Governo estadual e com as Operadoras de telefonia faça um levantamento de quais áreas do estado ainda estão sem internet e implantem pontos de wi-fi gratuitos, de forma que essas pessoas consigam ter livre acesso a qualquer hora.