O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 10/05/2020
A desigualdade social já era um problema no Brasil, mas nesse período de isolamento social e suspensão de aulas tornou-se mais perceptível. As oportunidades de estudo passaram a ser mais acessíveis para aqueles que possuem uma melhor condição financeira, pois deram continuidade ao seu aprendizado através do EAD, sendo ao mesmo tempo uma realidade distante aos menos favorecidos, que muitas vezes, nem possuem acesso a internet.
Diante desse empecilho o Ministério da Educação deveria estar fornecendo os recursos necessários, já que 30% da população não tem acesso a internet e consequentemente não tem condições de acompanhar as aulas EAD, esse ainda tem sido um privilégio dos estudantes de escolas particulares, já que as escolas públicas encontram mais dificuldades para se adaptar nesse novo cenário.
Em um discurso recente o diretor da INEP, erroneamente tem negligenciado essa situação, dizendo que os problematizadores falam em nome de pessoas mais necessitadas sem conhecer a realidade delas, desconsiderando que essas pessoas não tem influência, muitas vezes são deixadas de lado, além de nem terem uma real noção do que está acontecendo.
O Ministro da Educação, quando foi interrogado sobre a injustiça e a dificuldade de acesso a educação nesse período de quarentena e em relação a dificuldade de estudo para o ENEM, enfatizou que a prova é justamente uma competição e completou dizendo que o ENEM é injusto e que sempre foi uma prova seletiva, mas o que de fato ocorre é um distanciamento de classes sociais, já que aqueles que não tem recursos, tem menos chances de ter um bom desempenho na prova.
O Governo Federal deve investir em programas de inclusão digital, para garantir que todos tenham acesso a internet e o Ministério da Educação deve garantir formas de acesso ao conhecimento, disponibilizando materiais e acompanhamento de professores.