O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2020
Para Norberto Bobbio, jurista e filósofo italiano, um dos pilares fundamentais da democracia é a transparência e, por conta disso, o povo precisa ter à sua disposição ferramentas que o auxilie na fiscalização dos seus governantes. Nesse sentindo, no Brasil atual, o acesso à informação se dá, sobretudo, através da internet. No entanto, cerca de 30% da população brasileira não tem acesso à “web”; tal fato afeta a educação e dificulta a inserção no mercado de trabalho, principalmente, dos mais jovens.
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à educação a todo cidadão brasileiro. Entretanto, se a população já sofria com um sistema educacional presencial precário e desigual, agora, no mundo contemporâneo e globalizado, o Estado é negligente ao ofertar modalidades educacionais onlines e digitais, uma vez que nem todos os estudantes têm acesso a uma boa internet ou, até mesmo, dispositivos tecnológicos básicos, como smartphones e computadores.
Outrossim, autoconhecimento e informação são cruciais para um pleno desenvolvimento profissional. Contudo, como a maioria das ferramentas que visam o aperfeiçoamento das habilidades técnicas e intelectuais estão no mundo digital, jovens, que não possuem acesso à internet, encontram dificuldades na inserção no mercado de trabalho, uma vez que este está cada vez mais exigente e competitivo.
Dessa forma, o acesso à internet se dará a partir de investimentos do poder público. Neste sentindo, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) poderia elaborar projetos de implantação de conexão em locais públicos (praças e parques, por exemplo) e em escolas de ensino fundamental e médio. Além disso, o MCTIC poderia conceder incentivos fiscais e burocráticos à empresas de banda larga, a fim de que elas se instalem em áreas interioranas e periféricas de grandes centros e torne o acesso à internet no Brasil mais igualitário.