O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2020
Embora a ONU tenha afirmado que o acesso à internet é um direito humano e sua utilização tenha crescido, diversificado e mudado a forma como as pessoas trabalham e estudam, percebe-se que, na atual realidade brasileira há mais de um terço de domicílios brasileiros sem o uso do serviço. Essa falta de acesso à internet em questão no Brasil ocorre muitas vezes devido ao custo elevado e a ausência de computador em casa.
A princípio, segundo relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) os preços da internet no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Tal fato se agrava mais em locais com infraestrutura inadequada como nas áreas rurais e regiões do nordeste. Em consequência disso, nota-se que muitos moradores desses lugares não possuem acesso ao serviço de internet, acarretando não só em uma exclusão digital, mas também social, posto que o mundo contemporâneo é totalmente digital e estar conectado significa estar inserido nessa sociedade da informação. Dessa forma visando a não desigualdade é necessário esforços para expansão da disponibilidade do serviço.
Outrossim, destaca-se a falta dos computadores em lares brasileiros. Nesse sentido conforme a pesquisa realizada pela TIC Domicílios, 47% das residências desconectadas alegam que não possuem computador em casa. Por outro lado, enquanto o computador ainda encontra dificuldade para entrar em todas as casas, o celular tem conquistado um espaço enorme entre os internautas. De acordo Anatel, o país alcançou, em 2015, mais de 280 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, uma vez que os preços smartphone são acessíveis. Contudo, o celular limita o pleno uso de aplicações disponíveis na rede, por exemplo das plataformas utilizadas na educação com EaD (ensino a distância).
Torna-se evidente, portanto, que a questão do acesso à internet no Brasil exige medidas. É indispensável, nesse viés, que o Ministério das Comunicações, através das prefeituras municipais, promovam o acesso via wi-fi em todos lugares públicos de grande circulação, como em escolas, postos de saúde, praças e parques, a fim de garantir que todos tenham a oportunidade de se conectar à rede e, consequentemente se tenha uma menor exclusão digital. Paralelamente, além da viabilização de pontos com wi-fi, as prefeituras municipais, na condição de garantidor direitos iguais aos moradores, devem criar por intermédio de verbas governamentais lan houses gratuitas, visando a democratização do uso de computador daqueles que não possuem condições de adquirir. Feito isso, o cenário de disparidade abordado diminuirá.