O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2020
Diante da pandemia de, COVID - 19, em que se está vivendo momentos de crise financeira, histeria populacional e isolamento social, algumas escolas brasileiras, tanto estaduais como particulares, adotaram o método de ensino online, EaD, onde os alunos acessam a internet pelos seus celulares ou computadores e assistem às aulas online. Entretanto, essas aulas não somente prejudicam certos alunos, mas também aumenta a diferença social entre os que têm acesso a tal e os que não têm.
Embora o ensino à distância ultrapasse as barreiras do isolamento social, nem todos podem ter acesso ao mesmo. No Brasil, a diferença de renda da população nacional é alarmante, por este motivo há enormes diferenças sociais, como por exemplo o acesso à internet. Segundo a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) Rosilene Corrêa Lima, 42% dos lares não possuem acesso à internet. Rosilene ainda destaca que o EaD depende da capacidade do estudante de acessar, compreender e interagir com os conteúdos. Essa falta de acesso acaba por prejudicar os alunos. Ademais, é obrigação do Estado, de acordo com a constituição do país, disponibilizar a todos o acesso ao ensino.
Logo, este método online que está sendo abordado recentemente excluirá grande parte de seus alunos, por conta da falta de acesso. Isso aumenta ainda mais a diferença social, educacional e financeiras das famílias brasileiras, dessa forma prejudicando também o país.
Portanto, pode-se concluir que mesmo sendo uma das obrigações do Estado dar meios de encontro à educação, o EaD está prejudicando uma parcela de sua população estudante. O Estado deve usar seu poder político e impostos mal administrados para estimular editoras, que imprimiriam as apostilas, e municípios que distribuiriam apostilas via correio para os estudantes que não conseguem acessar as aulas EaD. Dessa maneira seria possível melhorar a diferença social criada pela pandemia.