O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/08/2020
O Marco Civil da internet instituído em 2014, define o acesso à internet como essencial ao exercício de cidadania no Brasil. E é notada como um serviço tão importante quanto a eletricidade. Entretanto, barreiras como a ineficiência do Estado na garantia de equidade ao acesso à internet, persistem na sociedade brasileira. Perpetuando,assim, uma realidade de exclusão social e elitização desse meio de comunicação.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a importância da fala no exercício de cidadania dos grupos excluídos. Essa visão condiz com o pensamento de Nick Couldry, uma vez que, para o sociólogo a desigualdade na fala impossibilita as pessoas expressarem o que pensam, sentem e também o que precisam. Sob essa ótica, à internet na modernidade moldou o comportamento dos indivíduos a acreditarem em uma democracia ilusória na qual apenas uma parte a população tem acesso a ela, assim negando a existência dos menos favorecidos economicamente. Desse modo, representando uma ameaça a voz desses grupos por não serem ouvidas e as condenando a inexistência.
Paralelo a isso, a falta de medidas para garantir o acesso a internet a toda população contribui para a elitização desse meio de comunicação. Isso, porque segundo TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet do Brasil, 126,9 milhões de usuários está concentrado nos grandes centros urbanos e entre pessoas de maior poder aquisitivo menos da metade (48%) dos brasileiros das classes D e E tem acesso. Diante desses dados, a sociedade excluída digitalmente favorece para evolução de disseminação de notícias falsas e as impede ter acesso a informação reais e úteis.
Portanto é evidente a importância da democratização da internet. Para isso, é imprescindível que o Estado crie medidas para fornecer internet aos menos favorecidos economicamente, através de programas de auxílio como por exemplo o bolsa, a fim de reduzir a exclusão digital desses determinados grupos.