O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/05/2020

A primeira lei de Newton afirma que um corpo em movimento tende a ficar em movimento, até que uma força atue sobre ele, mundando-o de rota. Analogamente, por caracterizar-se como um problema estático e sem grandes mudança, a restrição à internet é um dos fatores que mais afetam a sociedade brasileira atualmente. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse empecilho, o acesso a rede se torna escasso e restrito a alguns indivíduos, sem grande mudanças no tempo. Dessa forma, faz-se necessário discutir a desigualdade comunitária que desencadeia empecilhos presentes na vida acadêmica do estudante.

Primeiramente, cabe notar que, no ano de 2020, as escolas públicas de Minas Gerais não oferecem aulas porque grande parcela dos alunos não têm acesso a rede internet, devido a desestabilização dos pilares sociais. Esse fato faz com que a educação do país seja diretamente afetada, devido a falta de oportunidade persistente no meio social. Nessa circunstância faz com que a situação precária tende a afetar o futuro dos jovens, logo o mercado de trabalho. Desse modo, torna-se realmente inevitável a mudança de percurso da restrição á rede.

Outrossim, há um fator agravante: 63,4 milhões de brasileiros não têm acesso á web. Nesse contexto, segundo o jornalista Andrew Sullivan da Internet Society, a falta de acesso a rede, aumenta a desigualdade social. Alguns exemplos disso são: a comunicação restrita, menos possibilidades de estudo e também menos opções de trabalho, já que muitas empresas exigem experiencias com computadores - fatores que reivindicam contato diário pelo navegador. Dessa maneira, o fator prejudicial não é a falta de interesse pessoal, mas sim a ausência de oportunidade.

Diante do exposto, cabe, portanto, que tal questão seja resolvida. Para isso, o Ministério da Economia deve instalar roteadores nas regiões mais periféricas, a fim de que todos usufruam do mesmo benefício, para garantir o acesso a internet a todos, até mesmo nas regiões mais afastadas, como favelas e roças. Além disso, o Ministério da Cultura deve instalar “lan house” pública em comunidades, para que ressalte a igualdade. Dessa forma, todos terão flexibilidade para realiza atividades de seu interesse.