O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/05/2020
Em um mundo marcado pelo neoliberalismo e pela globalização, as desigualdades sociais vêm aparecendo cada vez mais nas sociedades contemporâneas. Tais desigualdades são notórias quando se trata do acesso à internet, onde cerca de apenas 58% das residencias brasileiras possuem uma conexão banda larga. Sendo assim, é preciso refletir sobre a democratização do acesso à internet, visto que a mesma pode contribuir para a educação de alunos brasileiros em tempos de Covid-19.
Diante disso, cabe ressaltar, primeiramente, que muitos alunos da rede pública brasileira não possuem acesso à internet, contudo, a prática do EAD (Ensino à distancia) torna-se limitada. Sendo assim, tal modalidade de ensino ampliará as desigualdades sociais em uma larga escala. Em tal perspectiva, uma medida alternativa cabe a ser tomada, diminuindo os impactos resultantes da desigualdade social e ampliando o raio de ensino de ponta no Brasil.
Além disso, é importante evidenciar a perda da sociabilidade e o sentimento de solidão gerados pelo isolamento social, resultando em uma vulnerabilidade humana. O Filósofo Aristóteles fundamenta a tese de que o ser humano é um animal social, dizendo que sua união ocorre de forma natural. Contudo, em tal época, a internet torna-se necessária para promover não apenas a democratização do ensino aos alunos, mas também à união das pessoas, que estão isoladas em casa em prol do bem da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas, para alcançar uma democratização ao acesso da internet e minimizar o quadro de desigualdade social. Ao Governo Federal e ao Ministério da Educação, cabe a criação de lan houses, contendo computadores e rede Wi-fi, onde alunos e adultos, respeitando os critérios de prevenção ao Covid-19, possam usufruir tanto para a socialização quanto para o acesso à aulas e conteúdos educacionais.