O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 10/05/2020

A internet surgiu na segunda metade do século XX, sendo usada primariamente na comunicação em instituições científicas e governamentais e conforme sua evolução resultou na implementação dentro das residências comuns, hoje ela se encontra em situação obrigatória na vida de muitas pessoas, entretanto algumas pessoas ainda não a detém. No atual contexto da pandemia de covid-19, a internet está sendo essencial nos meios escolares e profissionais, por conta da quarentena muitas instituições escolares optaram por fazer aulas online, intituladas “EAD’s”, no meio profissional os home-office’s nunca foram tão populares. Porém, em um país como o Brasil, que peca em infraestrutura, esses serviços no meio público são inviáveis, já que muitas pessoas ainda não têm acesso à internet e sequer a um computador.

No Brasil, 42 por cento dos lares brasileiros, segundo o UOL, não possuem computadores, isso significa que, nesse momento de fragilidade, quase metade da população não têm a possibilidade de estudar, trabalhar e fazer outras atividades de maneira online pelo computador. Grande parte dessa porcentagem da população se encontra em uma situação frágil, sendo de classes sociais mais pobres, elas são as pessoas que nesse momento mais precisavam de um trabalho para se manter.

Entretanto, os dados da internet sobem com elevação na porcentagem do uso, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 63% da população brasileira têm acesso a internet sendo que 94% dessa população têm o acesso pelos celulares, isso deveria ser mais aproveitado pelos governo estaduais e federais no meio escolar, com investimento nessa área para a apresentação de um melhor conteúdo aos alunos através de apps no celular, já que, por conta de ser algo mais simples, o celular é mais do que suficiente.

O governo deve investir no meio estrutural online da mesma forma que investe no meio da saúde. Para mover um pouco mais o mercado de trabalho nesses tempos “lan house’s”(centros com diversos computadores e acesso a internet) devem criadas, tendo em vista a quarentena, medidas de saúde como distanciamento e higienização devem ser feitos e essas mesmas só sendo liberadas com acesso gratuito para trabalhadores que não têm acesso a internet. Esses mesmos centros podem ser usados por alunos com as mesmas medidas. Além disso, os alunos vão ter uma programação especial televisiva pelo canal de preferência do governo com conteúdo realmente pertinente e dedicado a cada ano letivo do ensino público, através de cronogramas e horários específicos para cada ano, isso evitará o imenso atraso nas redes pública de ensino.