O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 13/05/2020

Com a terceira Revolução Industrial, ocorrida no final do século XX, as novas tecnologias foram amplamente difundidas, sobretudo, ao fim da Guerra Fria. Hoje, embora sejam indispensáveis para muitos, é notória a não inclusão digital na contemporaneidade brasileira, sendo, essa, fomentada pela crescente desigualdade social, tanto entre as pessoas, quanto entre as regiões. No Brasil, as tecnologias da informação ganham cada vez mais prestígio e sua utilização está cada vez mais presente em nosso cotidiano. A despeito da popularização da tecnologia, o acesso à internet e a inclusão digital veem sendo questionadas. Dentre os fatores, destacam-se a falta de infraestrutura e a desigualdade social, que estão diretamente ligados à exclusão digital.

Nesse contexto, lugares que não possuem saneamento básico ou população alfabetizada, por exemplo, tornam-se excluídos do mundo tecnológico. Acrescenta-se ainda, o fato de que os produtos tecnológicos nem sempre são acessíveis às populações de baixa renda, bem como a falta de capacitação dos usuários digitais complementa a exclusão. Uma vez que possuir um computador não é o suficiente, sendo imprescindível que o usuário saiba usá-lo de forma eficiente.

Segundo o diretor do Centro de Informações das Nações Unidas do Rio de Janeiro, Maurizio Giuliano, a inclusão social precisa eliminar as desigualdades sociais, sendo que o acesso precisa ser sustentável e equitativo. Como consequência da exclusão digital, observa-se que as pessoas com uma posição econômica desprivilegiada são excluídas digitalmente. Outro reflexo possível é a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, tendo em vista a importância do conhecimento em informática nas habilidades curriculares.

Torna-se imprescindível, portanto, o Estado diminuir as desigualdades sociais por meio de políticas públicas, a curto prazo, assistencialistas, como o Bolsa Família e, a longo, direcionar mais investimentos à educação a fim de dar mais perspectivas de ascensão social à população. O Governo Federal deve, ainda, em parceria com a iniciativa privada, investir na melhoria das regiões, por meio de licitações, visando diminuir as disparidades existente entre elas. Outrossim, faz-se necessário, também, o Ministério da Educação criar cursos profissionalizantes tendo como objetivo instruir, tanto o corpo docente escolar, quanto os alunos, na utilização das novas tecnologias e, em parcerias com ONGs, expandir tal projeto às periferias. Dessa forma, o país passará a ser, de forma lenta e gradual, mais incluído digitalmente e socialmente.