O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/05/2020

Na série “3%” da Netflix, lançada em 2016 por Pedro Aguilera, retrata a vida de jovens com 20 anos que vivem “do lado de cá” numa realidade dura, na qual mostra suas vivências periféricas que sonham em passar para o “lado de lá”, um lugar futurista, assim, com condições de vida melhores. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Aguilera pode ser relacionada ao cenário atual: gradativamente, a falta de acesso à tecnologia e a exclusão social juntamente com a igualdade de oportunidades no Brasil.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das novas tecnologias, a população mais inferior cresce decorrente do aumento de algoritmos, consequência do desenvolvimento de mecanismos de informações. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 30% da população não possui acesso à internet e o número de brasileiros que usam a internet subiu de 67% para 70%, o que equivale a 126,9 milhões de pessoas. Nesse contexto, muitos estudantes terão consequências nos vestibulares por causa dessa escassez de informações.

Por conseguinte, presencia-se uma forte exclusão social na atualidade: ao observar que as grandes camadas são predominantes e conseguem obter mais oportunidades no meio estudantil e no mercado de trabalho, visto que há uma desproporção de igualdades nos tempos de hoje. A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos do amplo acesso aos bens culturais do país, no entanto, na prática, tal garantia é deturpada, na qual, esse cenário nefasto ocorre não só em razão do desenvolvimento, mas também devido à excessiva desigualdade social.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a a melhoria do acercamento digital da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo juntamente com o MEC (Ministério de Educação e Cultura) e as empresas telefônicas, disponibilizem internet com acesso gratuito em lugares mais periféricos por meio de instalações de grandes roteadores que detalhem o funcionamento, sugerindo ao interlocutor todas as informações atuais. Somente assim, será possível combater a falta de acesso da população e, ademais, não ter mais áreas suburbanas  como da série 3%.