O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 08/05/2020

A história da internet no Brasil se iniciou em setembro de 1988. Nesse contexto, as conexões eram estabelecidas apenas no setor acadêmico, restrito a militares e pesquisadores. Entretanto, com sua evolução, ela passou a ser usada também por usuários domésticos e empresas, e assim, acabou se tornando um dos fatores mais determinantes na vida de um indivíduo.

Em primeiro plano, com a Terceira Revolução Industrial as relações entre as pessoas mudaram completamente. Tal fato ampliou o alcance de informações para a maioria da população, que passaram a ser difundidas praticamente de modo instantâneo e como resultado, muitas redes sociais se tornaram além de lazer, áreas de estudo e trabalho. Ademais, com a pandemia de 2020, maior parte da forma de aprendizado e serviços passou a ser “home office”. Todavia, esse acontecimento é prejudicado por conta da falta de acesso a rede em casa pelos estudantes. Como exemplo, no mesmo ano, as escolas públicas de Minas Gerais tiveram que paralisar as aulas por causa dessa dificuldade. Assim sendo, sem os materiais disponibilizados na “web”, a educação no Brasil se atenua gradativamente.

Além do mais, a ONU afirma que o acesso à internet é um direito humano, contudo, 29% dos jovens entre 15 e 24 anos (346 milhões de pessoas), não têm esse proveito. Isso reflete a grande desigualdade econômica presente no país, pois os internautas mais árduos são os portadores de maior renda e escolaridade, melhor qualificação e outras características socioeconômicas. Como exemplo, o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Frederico Barbosa, explica que os que menos consomem conteúdos culturais online, só estudaram até o quinto ano do ensino fundamental. Logo, são necessárias melhorias econômicas para obter menor desigualdade social e melhor inclusão digital.          Portanto, como ainda há falhas, o governo, através de uma associação com as grandes provedoras de internet, é capaz de financiar equipamentos para que os menos favorecidos consigam tal benefício, assim os lecionandos podem continuar seus afazeres, mesmo longe da escola. Ademais, através da iniciativa privada, donos de sites de educação online, tais como o Udemy e Khan Academy, podem fornecer cursos gratuitos durante a quarentena. Desse modo, alunos têm a chance de estudar em casas evitando que esse período afete seu aprendizado. Bem como, essa medida garantiria o emprego de educadores, que sofrem com o afastamento de alunos das escolas “físicas”.