O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2020

No livro “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, torna-se claro o alto grau da desigualdade brasileira. Esta se reflete em diversos aspectos da sociedade, incluindo o acesso à internet. No entanto, não fosse esta injustiça uma realidade, a população seria amplamente beneficiada. De fato, a imprescindível ferramenta contribuiria para melhor formação cultural e educacional do brasileiro, bem como para melhor exercício da cidadania.

Nesse sentido, a rede oferece múltiplas oportunidades de acesso a ensino e cultura. Desde o vestibular até a pós-graduação, na internet é possível obter cursos de horário flexível e baixo custo. Por isso, pode-se ampliar a qualificação profissional no país, o que colabora para a reversão da própria desigualdade. Ademais, a navegação online permite que um indivíduo, em sua casa, conheça museus, pontos turísticos e acervos artísticos ou literários, nacionais ou internacionais. Assim, é evidente que a conexão é de grande serventia para disseminar conhecimento e cultura no país.

Além disso, a internet possibilita que os indivíduos exerçam mais facilmente o seu direito de livre expressão. Dotada de “blogs” e redes sociais, o meio agiliza a circulação de ideias e a associação de pessoas em prol de um ideal. É notável, por exemplo, a mobilização popular que ocorreu na Primavera Árabe. Neste episódio, o povo retirou um ditador do poder por meio de manifestações articuladas online. Desse modo, é inegável o papel da rede na participação popular na política.

Portanto, compreende-se que o acesso à internet deveria ser para todos, visto que esta contribui enormemente para o bem do país. Para atingir este objetivo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, junto ao da Tecnologia, aplique recursos na construção de uma lan house em todos os bairros de todo o país, com atenção especial aos mais carentes. Ela deve funcionar 6 dias na semana, durante todo o dia, a fim de garantir que a maior parcela possível da população tenha acesso a computadores com a conexão.Os Ministérios devem contratar o serviço das operadoras de internet para essas lan houses e disponibilizar um número para reclamação, de modo a assegurar a qualidade do serviço. Assim, os escritores do futuro poderão retratar um país menos desigual.